terça-feira, 10 de junho de 2014
A palavra Kung Fu (Trabalho Duro) significa o domínio de alguma tarefa difícil, a obtenção de um padrão de excelência.
A arte do Kung Fu é uma combinação de muitas disciplinas físico-mentais chinesas que incluem sparring, auto-defesa, armas, formas, Shuai-Jiao, Chin-Na, musculação, meditação e uma abordagem holística da saúde, fitness, cura, pessoal melhoria e crescimento. Kung Fu envolve o desenvolvimento completo da pessoa. É um modo de vida, um método de alcançar ... e alcançar o maior desenvolvimento físico e mental possível. Kung Fu, não só traz força e auto-confiança, mas também melhora a saúde, o auto-conhecimento, a concentração, a motivação, dirige e concentra suas energias físicas e mentais.
Os objetivos do Kung Fu são alcançados através do desenvolvimento de relaxamento, força, resistência, flexibilidade, obstinação, coordenação, agilidade, comunicação mente-corpo; respeitando as leis da natureza em relação a dieta, dinâmica corporal e meditação. Kung Fu desenvolve essas forças e potencialidades que já estão dentro de nós.
A disciplina é transferida para a vida cotidiana assim que um pode ser capaz de realizar qualquer tarefa com facilidade usando energia e concentração positivo. Ao lidar com o conceito recentemente popularizada de Kung Fu, é preciso começar a discussão, explicando que Kung Fu não é apenas uma arte marcial em si, mas engloba os métodos mais eficazes e devastadoras de auto-preservação conhecido pelo homem. A identidade do Kung Fu é diversa; mais de 1000 estilos são conhecidos ou reconhecidos.
De Kung Fu veio Karate, Ju-Jitsu e outras artes marciais mais. É uma maneira de pensar que tornou-se um código de viver uma vida produtiva. Kung fu exige do praticante um foco estrito sobre a disciplina física e mental, sem paralelo em buscas ocidentais. É apenas como um conceito todo que Kung Fu pode ser discutido, e isso implica formas, armas, luta, defesa pessoal e desenvolvimento espiritual. Para ser adepto, deve-se seguir o caminho, a essência da filosofia e a vida dos criadores das artes.
Não se pode comprar ou adquirir este conhecimento, a não ser superficialmente. Ele só é adquirido pelo desejo de aprender, a vontade de disciplinar a si mesmo, e uma sincera devoção à prática.
Acima de tudo é o respeito e a alta consideração que os professores recebem de você, o aluno. Se você tiver sorte e desejá-lo o suficiente, trabalhando duro e diligentemente, você pode ter sucesso em passar no sistema se vocês forem chamados a fazê-lo. Desta forma, você realmente honrará os mais velhos e os muitos mestres que os precederam.
fonte do texto:https://www.facebook.com/#!/Shifu.Wael.Al.Asadi?fref=nf
fotografias colhidas no google
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Hung Gar...

O
Hung Ga Kuen (洪家拳), Hung Ga (洪家) ou Hung Kuen (洪拳)
é um sistema de kung fu desenvolvido no século
XVII, que está associado ao herói popular chinês Wong
Fei Hung, que foi mestre de Hung Ga. Considerado um sistema Nan Quan, este é um dos 5 principais sistemas do
sul da China (Hung Ga, Mok Ga, Choy Ga, Lau Ga e Li Ga). Sua tradução é
“boxe da família Hung”, e se baseia no boxe do tigre e da garça.
De acordo com a lenda, foi criado em homenagem a Hung Hei Kung,
que fora aluno do abade Gee Sin, um monge Chan (Zen) budista no
Templo Shaolin
do Sul. Gee Sim foi também o
mestre de quatro outros estudantes: Choy Gau Lee, Mok Da Si, Lau Sam-Ngan e
Li Yao San - que
junto de Hung Hei Kung,
são os patriarcas das 5 famílias principais de kung fu sulista.

Trata-se de um estilo de luta baseado nos cinco animais básicos Shao Lin:
Tigre, Garça, Serpente,
Dragão
e o Leopardo.
Além dos cinco elementos (madeira, metal, água, fogo e terra).
História
Hung Hei Kung
originalmente tinha o sobrenome Jyu (Jyu Hei Kung) e era um mercador de chá. Após
um desentendimento com membros duma classe nobre de Manchus,
durante a dinastia Qing (quandos os Manchus
governavam a China), Ele se refugiou no Templo Shao
Lin do Sul, que acredita-se ter sido em Fujian -
um ponto de resistência contra a dominação Manchu e à dinastia Qing,
principalmente após a destruição do principal Templo Shao
Lin, em Henan.
Após algum tempo, o templo sulista também foi destruído. Ao se refugiar no templo, Hei Kung foi aceito como aluno pelo abade Gee Sin, que
em pouco tempo percebeu sua habilidade e dedicação ao Kung Fu
de Shao
Lin. Gee Sin estava
impressionado por estas qualidades e logo começou a ensinar-lhe o Hei Hu Quan
(黑虎拳 - "Punho do Tigre Negro" - o estilo externo de maior
força física, trabalho duro e agressividade criado em Shao Lin),
no qual era especializado. Logo após 6 anos, Hei Kung se tornou o
número 1 dos rebeldes que estavam no templo apenas para aprender a
lutar, e não à religião budista.
Entretanto, logo após isto, o governo Qing destruiu o templo, porque
estava dando abrigo a muitos rebeldes que gostariam de restaurar a
última dinastia verdadeiramente chinesa, a dinastia Ming. Com a queda do Templo Shao Lin do Sul, de acordo com algumas
fontes, Hei Kung e Gee Sin uniram-se a grupos de atores de Ópera Chinesa
que se transportavam em barcos vermelhos ("Hung Sheun"), para se
esconderem, e atravessaram toda a China com eles. Nestes grupos, os rebeldes
treinavam o Kung Fu Shao Lin sob o disfarce circense - já que o governo
proibira qualquer referência a Shao Lin.
Numa destas viagens, Hei Kung conheceu Fong Wing Chun,
sobrinha do lendário Fong Sai Yuk(filha
dele de acordo com outras fontes) e expert no estilo da Garça Shao Lin.
Fong ensinou à sobrinha as técnicas da Garça de Shao Lin
num sistema que usa ataques rápidos de bicar e também enfatiza o
equilíbrio e técnicas de chutes rápidos. À época, Gee Sin havia sido
assassinado, assim como Fong Sai Yuk, e acreditava-se que tinha sido o
mesmo homem o assassino (Bak Mei em algumas
fontes). Hung Hei Kung aprende o estilo da Garça com Fong Wing Chum, com
quem se casa, e vinga-se da morte de seu mestre e do tio (ou pai) de
sua esposa.
Hung Hei Gung,
então, abriu secretamente uma escola de Kung Fu
no Templo do
Grande Buda, em Cantão, para treinar revolucionários. De
acordo com as lendas, ele teve que adaptar suas técnicas porque os chutes rápidos e altos típicos do Norte era
inapropriado para os habitantes do Sul, que eram fisicamente mais baixos
que os do Norte - o povo cantonês era mais baixo e mais atarracado e
preferiam usar métodos de mão. As lendas dizem que o povo sulista remava
mais, assim desenvolvendo mais os braços para técnicas de mãos e que as
bases no treinamento eram bem baixas e largas para a prática em barcos e
lugares alagados ou escorregadios. Ele chamou sua arte de Hung Ga
Kuen, ou Punho da Família Hung, principalmente para esconder
suas relações com Shao Lin - quem fosse pego praticando as artes de Shao Lin
era executado. Com a proibição da prática do Kung Fu
removida, Hung Hei Gung
começou a ensinar abertamente sua arte, e abriu uma escola em na cidade
de Fa, província de Kwungtung (Cantão).
Depois de estabilizado e famoso como professor e artista marcial, Hung Hei Gung
recebeu como discípulo um irmão marcial seu, Lok Ah Choy,
perito na técnica Shao Lin dos Cinco Animais. Os dois juntos
realizaram grandes façanhas que foram contadas de geração após geração
até nossos dias. Após um tempo alunos e mestres se separaram, e Lok Ah Choy
abriu sua própria escola, onde teve muitos discípulos. Os dois melhores
estudantes foram Wong Tai e depois o
filho deste, Wong Kay Yin.
Mais tarde, estes se uniram aos "Dez tigres de Cantão", um
importante grupo de mestres, os melhores lutadores de Cantão, que lutavam para defender os cidadãos
da tirania dos Manchus. A fama de Wong Kay Yin
só foi ultrapassada pelo seu próprio filho, Wong
Fei Hung. A fama de Wong
Fei Hung foi relatada em inúmeros filmes e até hoje, ele é um
importante herói patriota do povo chinês.
Graças à rotina de seu pai, Wong
Fei Hung desde cedo teve que viajar por toda a China. Graças a isso, pôde conhecer inúmeros
mestres. Numa dessas viagens, tornou-se discípulo do mestre Lam Fuk Sing,
que fora discípulo de Tid Kiu Sam. O
mestre Lam Fuk Sing passou a Wong
Fei Hung todo o conhecimento que possuía, incluindo a rotina Tid Sin Kuen,
criada por Tid Kiu Sam.
O mestre Wong teve um importante aluno, Lam Sai Wing,
que nasceu em 1860 e morreu em 1943. Em muitas vezes, Lam o substituiu
em lutas, o que rendeu-lhe notável fama.
Depois da morte de Wong Fei Hung, em 1924, Lam Sai Wing
continuou com a divulgação do Hung Ga abrindo sua própria escola. Lam Sai Wing teve diversos alunos, entre eles os mais famosos são os
grande-mestres Lam Jo e Chiu Kao,
patriarcas das famílias mais numerosas de Hung Ga hoje em dia.
Sistema
O Hung Ga é baseado em posições baixas e fortes, deslocamentos
estáveis e penetrações diretas; com ênfase na força dos membros
superiores da resistência ao esforço, e em fortes técnicas de mão, sendo
notáveis a mão de ponte e a versátil garra de tigre. Incide sobre o
desenvolvimento de braços e pernas fortes, alicerçado na posição no
cavalo (Sei Ping Ma), e no condicionamento dos antebraços (Da Sam Sing -
"Explosão das Três Estrelas"). Sua habilidade é adquirida
através do desenvolvimento de 3 partes: uma ginástica corporal completa, o combate livre e as formas (taolu), que
são um conjunto de técnicas coreografadas, servindo de "livro" para os
praticantes. Quatro são consideradas os pilares do Hung Ga, são elas:
Fu Hok Seung Ying Kuen (虎鶴雙形拳 - "Punho Combinado da Forma
do Tigre e da Garça");
Tid Sin Kuen (鐵線拳, "Punho da Linha de Ferro")
Sap Ying Kuen (十形拳,"Punho dos Dez Padrões"), também
chamada de Ng Ying Ng Hong Kuen (五形五行拳, "Punho dos 5 Animais e
dos 5 Elementos").
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Muk Yan Jong...Boneco de Madeira
Segundo
a lenda popular, por volta de 1600, o Tempo Shaolin tinha um corredor
formado por Bonecos de Madeira pelo qual os estudantes ao terminarem
seus treinamentos eram obrigados a passar como um teste final para
poderem deixar o Templo. Poderia ser executada apenas uma única
técnica em cada boneco e aí surgiram as 108 técnicas do
Boneco de Madeira já que o corredor continham 108 bonecos.
Alguns acreditam que os bonecos de madeira seriam os monges mais
velhos vestidos por armaduras de madeira ou então Bonecos de
Madeiras fixos com braços e pernas móveis que eram
manipulados por cordas pelos monges para executarem movimentos de
ataques. Ficção ou realidade, estas são as
informações que se tem para explicar as origens do
Boneco de Madeira.
Quando
os Manchus invadiram o Templo e destruíram tudo, esse corredor
de bonecos também foi totalmente destruído e sua
reconstrução estava fora de questão do governo
repressivo e assim as 108 técnicas do Boneco de Madeira passaram
a ser executadas e praticadas em apenas um único boneco. Ainda
voltando na época da destruição do Templo, os
cinco Mestres sobreviventes de Shaolin fugiram, levaram consigo as
técnicas e foi aí que esta técnica foi ensinada pela primeira
vez à estranhos como um modo de sobrevivência ao regime
do governo repressivo de Ching e para a retomada de tal governo.
Foi
adotado então uma rápida expansão dos
treinamentos pelas mais baixas classes e bandidos para as muitas
tentativas de retomada do governo, porém nenhuma com êxito, até
que os exércitos aliados da Inglaterra, Europa e América
se uniram em 1900 e a morte dos Manchus foi decretada. Durante esse
período o Wing Chun se desenvolvia de forma eficaz e foram
utilizadas técnicas de mãos abertas e de armas para
combater os soldados de mais alta hierarquia do exército Manchu e
causar assim o caos e desordem ao longo do governo. Todo o
treinamento era realizado escondido pois era proibido a prática do Wu Shu naquela época e toda obra literária foi
queimada e assim muito raramente era escrito alguma coisa por temer a
descoberta e serem mortos pelos Manchus.
Como
as obras literárias do Templo Shaolin foram totalmente
empilhadas e queimadas, todo o ensinamento somente era transmitido
boca a boca e este era o único método para a técnica
ser passada e isso responde o fato de haver vários sistemas da
mesma técnica do Wing Chun. Para a maioria, quando se pensa em
Wing Chun, a primeira coisa que se vem em mente é o Boneco de
Madeira.
Embora
muitos estilos de Wu Shu utilizem Bonecos de Madeira como parte
fundamental de seus sistemas de treinamentos, nenhum tem o mesmo
formato e estrutura como o do Wing Chun. O Boneco de Madeira é
construído para simular um homem, e é semelhante em
peso e altura. Dois braços são fixados na parte
superior com um único braço central colocado no meio do
corpo do boneco. Abaixo é fixada uma perna curvada simulando o
oponente em uma posição de arqueiro ou então em
um chute baixo. Atualmente o Boneco de Madeira recebe a mesma
estrutura ao longo da China e Hong Kong, porem existem muitas
variações ao longo do sul-leste da Ásia.
O
Boneco de Madeira pode ser usado para uma variedade de métodos
de treinamentos. Treinamentos com o Boneco de Madeira resulta num
forte condicionamento dos braços e pernas, porem a função
primária é trabalhar os ângulos corretos de ataque e
defesa e a correta movimentação de deslocamento para o
sucesso de um combate real.A prática constante com o Boneco de
Madeira, melhora a força, a percepção angular, e a postura técnica do
praticante.
(fotos:Robson
Barboza- Shifu: Alexandre Degaspari-texto: pesquisa em rede)
quinta-feira, 28 de março de 2013
terça-feira, 26 de março de 2013
sexta-feira, 22 de março de 2013
segunda-feira, 11 de março de 2013
Qigong (Chi kung)
Gong significa trabalho, e qi tem várias traduções possíveis, sendo uma das mais precisas “sopro vital”. A tradução mais popular é sem dúvida “energia”, que não chega a ser uma má tradução desde que não se faça confusão com o conceito físico de energia. Assim, qigong (chi kung) significa literalmente “trabalho sobre o sopro vital”. O termo qigong (chi kung) pode ser aplicado então a qualquer exercício que vise influenciar a circulação do sopro vital no corpo humano.
Nos tempos antigos o qigong (chi kung)xingqiqi), fuqi (tomar qi), tuna (expirar e inspirar), daoyin (induzir e conduzir o qi), shushuzuochan (meditação sentada), shiqi (viver do qi), jingzuo (sentar quieto), e wogong recebeu vários nomes diferentes, como (promover e circular o (contar a respiração), (exercício deitado), entre outros.
Kou Yu Cheung (1894-1943) - Demonstrando a Palma de FerroVariações
Existem várias dezenas de exercícios de qigong (chi kung) diferentes, pertencendo à tradições
diversas e com objetivos distintos. Muitos destes exercícios são
benéficos à saúde e sua prática não oferece risco mesmo para pessoas com
a saúde debilitada, outros exigem um preparo prévio grande e podem até
ser causar danos ao praticante se não forem cultivados apropriadamente e
seguindo à risca instruções detalhadas que chegam a envolver o estilo
de vida do aprendiz.
Desta forma, ao decidir-se pela prática do qigong (chi kung) o primeiro passo é definir qual o
objetivo almejado. Pode-se dividir, a título didático, os exercícios de
qigong (chi kung) em três grupos de acordo com o
objetivo: o qigong (chi kung)
terapêutico, o qigong (chi kung) marcial,
e o qigong (chi kung) religioso. No entanto é preciso
ter em mente que esta divisão é artificial e algumas vezes arbitrária,
pois muitos exercícios podem ser usados para mais de um objetivo.
O qigong (chi kung) terapêutico visa melhorar a saúde
do praticante, seja tratando uma desarmonia já presente ou fortalecendo a
saúde para tornar mais difícil que algum desarmonia se instale. Alguns
exemplos de exercícios terapêuticos chineses são o qigong (chi kung) dos Oito Brocados e o qigong (chi kung) dos Seis Sons. O qigong (chi kung) marcial tem como meta fortalecer o
físico do praticante de modo a permitir que este receba impactos com o
mínimo possível de dano e desfira golpes com o máximo de potência e
efeito. Dois exemplos famosos são o exercício da Camisa de Ferro e o da
Palma de Ferro. O qigong (chi kung)
religioso tem o objetivo de treinar a mente do praticante a atingir
determinados estados de concentração necessários ao progresso na
meditação, e de fornecer as condições físicas e energéticas para que
estes estados possam ser atingidos.
A maioria dos exercícios de qigong (chi kung)
emprega visualizações, direção da atenção mental, e controle
respiratório. Estas técnicas são utilizadas em várias combinações em
graus diversos de intensidade, e podem ou não ser combinadas com
movimentos físicos.
Algumas precauções
É essencial compreender, antes de iniciar a prática de qualquer
exercício de qigong (chi kung), que
muitos deles possuem contraindicações e que outros, se não forem
ensinados com muita precisão e cuidado, podem causar danos à saúde do
aluno, até mesmo irreparáveis. Por outro lado, muitos exercícios podem
ser praticados livremente sem qualquer cuidado especial.
O qigong (chi kung) da palma de ferro, por exemplo,
pode levar à danos aos tendões e à energia do Fígado, e existem medidas
importantes para evitá-los. Outros exercícios de qigong (chi kung) marcial tinham o único objetivo de
tornar um lutador rapidamente eficiente, por isto não incluíam nenhuma
prevenção para manter a saúde do praticante a longo prazo.
Até mesmo exercícios terapêuticos como o qigong (chi kung) dos seis sons podem causar
problemas: o Grão Mestre Chen Xiaowang, ao ensinar este exercício, alerta
os alunos sobre a precisão necessária ao reproduzir o timbre exato de
cada som, sob pena de criar desequilíbrios no órgãos em lugar de regular
as suas funções.
Já o qigong (chi kung) dos Oito Brocados é um exercício
simples e muito popular na China, adequado ao uso como instrumento de
saúde pública, por ser de fácil execução, além de amplamente adaptável à
forma física do praticante.
Qigong e taijiquan (tai chi chuan)
O taijiquan (tai chi chuan)
inclui em sua progressão didática a aquisição da habilidade de dirigir o
qi.
Por isto pode-se dizer que o taijiquan (tai chi chuan) inclui o qigong (chi kung). Até a 18ª geração da família Chen
o qigong (chi kung) do taijiquan (tai chi chuan) era aprendido quase que
unicamente dentro da forma, pela repetição exaustiva desta durante anos
até que os princípios de circulação do qi tornassem-se claros
naturalmente. Os Grão-Mestres da geração atual (a 19ª) da família Chen,
levando em conta as dificuldades em implementar uma prática tão
intensiva da maioria dos seus alunos, modernizaram a didática antes
espartana e elaboraram os exercícios básicos de desenrolar da seda (chansijin) e de postura da
estaca (zhanzhuang (zhan zhuang)). Assim podemos dizer que estes
são os exercícios de qigong (chi kung) do
taijiquan (tai chi chuan), embora é claro os princípios
aprendidos com estes exercícios devam estar presentes durante toda a
prática.
No entanto o taijiquan (tai chi chuan)
difere de grande parte dos exercícios de qigong (chi kung) em que não
devem ser empregadas técnicas de visualização, de controle da respiração
ou de direção da atenção mental com o objetivo de dirigir o qi. O
princípio fundamental do taijiquan
(tai chi chuan) é a naturalidade: o caminho para atingir a
habilidade de circular o qi é fazer com o que o corpo forneça as condições
para que isto aconteça. O corpo deve ser treinado com os exercícios de
zhanzhuang (zhan zhuang), de chansijin e com a laojia com
a intensidade e durante tempo suficientes para que a postura e o
movimento corretos do corpo permitam que a respiração ajuste-se por si
só, e que o qi
circule espontaneamente com o movimento.
O Grão-Mestre Chen Xiaowang costuma dizer
durante seus seminários: “Se você tem a postura e a respiração errados,
você tem somente um erro; se você tem a
postura errada e a respiração correta você tem dois
erros”. Com isto o que está sendo explicado é que é um erro forçar a
respiração de acordo com quaisquer normas, pois a respiração deve ser
natural. Conforme o corpo for sendo modificado a respiração mudará
espontaneamente sem que seja necessária interferência da vontade do
aluno. Se você tentar fazer a sua respiração se aprofundar forçosamente
com a sua mente a única coisa que conseguirá será mais rigidez.
Primeiro é necessário corrigir o seu corpo, então você pode relaxar, e
então a respiração automatica e naturalmente se aprofunda, mas isto não é
controlado pela sua mente. A arte marcial do taijiquan (tai chi chuan) não é “arte marcial do controle
da mente”: mais tarde é necessário chegar a um estado de não-mente, de
mente vazia, o que quer dizer que não resta mente alguma que controle o
que quer que seja, não há “eu quero” ou “eu desejo”, ou “eu tenho que”.
O mesmo aplica-se à circulação do qi : é inútil imaginar a circulação do qi durante o
treinamento. O que tem que ser feito é ajustar a posição e o movimento
do corpo com precisão suficiente para que o movimento do corpo cause a
circulação do qi.
Assim como não é possível derrubar um adversário mais forte apenas por
desejar, ou por concentrar-se bastante e imaginar, também não é
possível forçar a circulação do qi através da concentração ou de
visualizações.
fonte da pesquisa-http://taijiquan.pro.br/estilo-chen/qigong/ quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
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